Quem sou eu

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Nascido em 06 de junho de 1974, tendo um encontro com Cristo aos 15 anos de idade,desde então militando em prol do crescimento do Reino de Deus.Dedicado pai, esposo e amigo, milita no serviço ativo da PMPI desde 1994,onde alcançou a patente de 1º SgtPm,casado com a Sra.Carmiranda, desta união abençoada nasceram-lhes dois filhos Adiel e Abdiel, atualmente envolvido com o trabalho missionário da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Piauí e estudante de teologia(Bacharel) .
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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mordaça na Igreja / Abuso Espiritual



Estamos em pleno século XXI e, ainda, prevalece em alguns segmentos religiosos a lei da mordaça, ou seja, sou cristão, membro de uma igreja cristã, mas não posso opinar, pois, corre o risco de eu tocar no “ungido do Senhor”. Recentemente um de meus lideres afirmou que ovelha tem que receber tudo de seu Pastor e ficar calada, para não polemizar, fiquei calado. Agora uso deste espaço para definir alguns conceitos acerca do assassinato da vontade, do intelecto, do livre arbítrio, etc... Assassinato praticado dentro de nossas igrejas, diga-se de passagem, algumas alienadas e sem direcionamento espiritual.  No inicio da minha fé sempre ouvi a expressão ungido do Senhor, no Salmo 105: 15 está escrito; “Não toqueis nos meus ungidos”- Mas o que realmente isto que dizer? Quem são estes ungidos? Uma mente cauterizada pelos jargões pentecostais e neopentecostais dirá, apressadamente, são os pastores, missionários e os obreiros da igreja – Outros responderão que são aqueles que possuem algum tipo de talento ou dom dentro da igreja – Bem, nem uma destas respostas é satisfatória e/ou correta – UNGIDOS DO SENHOR são todos aqueles que entregaram suas vidas à Jesus Cristo. Para David Wilkerson “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” , este pequeno versículo, contém uma poderosa advertência de nosso Senhor. E Ele fala sério cada uma dessas palavras: ai do país ou da pessoa que toca nos escolhidos de Deus. E ai da pessoa que maltrata Seus profetas. Esta séria advertência tem dupla aplicação. PRIMEIRO, os “ungidos” e os “profetas” aqui se referem ao Israel natural, o povo de Deus do Velho Testamento. SEGUNDO, a advertência de Deus para que não se maltrate Seus escolhidos, continua se aplicando atualmente, também, sobre seu Israel espiritual, ou seja, a igreja. No entanto, existem lideres espirituais mercenários (Pastores, Missionários, Padres, Bispos, Apóstolos, etc...) que deturpam este texto para amedrontarem os membros de sua igreja ou instituição religiosa, alguns em conjunto com este verso do Salmo 105: 15 acrescentam a suposta biografia de sua vida sempre com a expressão sofreu muito para chegar onde estar, ora, e o dizimista e ofertante, será que estes também não sofreram? Será que estes não são ungidos do Senhor? Será que estes não são merecedores de um bom salário? A minha intenção com este texto não é a de ofender a classe ministerial, mas de instigar a discursão salutar no meio da igreja (A ungida do Senhor). CHEGA DE ABUSO ESPIRITUAL!  O que temos presenciado é um abuso tremendo, onde, lideres espirituais tem enriquecido às custas, exclusivamente, da lã, do leite e da carne da ovelha – O que será que o Apóstolo Paulo Diria a estes lideres espirituais do século XXI ? O Próprio Cristo? Misericórdia.
A passagem de Ezequiel 34:1 - 6 é certamente a que melhor descreve este Abuso Espiritual:

1 Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?
3 Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
4 A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
5 Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo.
6 As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque.

Finalizo este texto sob o Temor de Deus, pois, sou apenas um homem e como tal sou falho e termino desejando, ardentemente, que sejamos mais críticos. mais envolvidos com o lado social de nossas igrejas,sem relaxarmos o espiritual, confiando plenamente na unção que estar sobre todos nós em conformidade com alguns textos: Em PRIMEIRO lugar com 2 Coríntios 1:21 – 22, onde diz: "Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração". Todos os cristãos são participantes desta unção, pois o repartir da mesma é um ato do próprio Deus. Em SEGUNDO com 1 João 2: 27 – 29 "Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou. Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. 


Amados, existe somente uma unção e, todos os crentes receberam dela, unção que vem de Deus. Ele é quem nos unge. Não devemos, portanto, ter medo de desmascarar a qualquer um que pretenda ser possuidor de algum tipo especial de unção. Unção especial só existe uma: É aquela com que Deus mesmo ungiu a todos os crentes, sem exceção! Pois, Deus não faz acepção de pessoas, assim, qualquer outra invencionice não passa de pretensão e orgulho humano querendo aparecer.

Autor: 1º Sargento PMPI Marcelo – Bacharelando Teologia.( IFETE)


terça-feira, 14 de agosto de 2012


Igreja e política
                                          Por Marcus Vinícius


Quero reafirmar meu compromisso de fazer política partidária comprometida com a ética do Novo Testamento, política sempre feita em prol da população e nunca em favorecimento de famílias ou grupos políticos. A diversidade é uma das marcas mais caras que se tem na cultura evangélica. Não podemos encarar as comunidades evangélicas como únicas. São muitas e variadas, não cabemos em nenhuma camisa de força interpretativa, daí a dificuldade de se dialogar com os evangélicos, por não se saber com quem falar pela falta de uma hierarquia.   Quem diz que fala por eles, está blefando. Igrejas há que lançam candidatos “oficiais”, com papel timbrado e tudo, em prejuízo do membro que pensa diferente. Entendo que Igreja e pastor não devem se envolver em questões políticas partidárias, sob pena de provocar dissabores entre seus membros, que estão distribuídos entre os vários segmentos partidários.
Trago, então, dez teses para reflexão de quem busca uma maturidade espiritual, visto que em momentos como os que estamos passando (político), alguns são acometidos da “síndrome de Satanás”, ou seja, é nesta ocasião, de eleições, que nos tornamos mais facilmente corruptos, corruptores e corrompidos. Ei-las:
  1. Repudio toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando à manipulação e ao domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a Deus. (2 Pe.1:20)
  2. Que sejamos livres para “examinarmos tudo e retermos o que é bom”, sem que líderes manipuladores tentem impor seus preconceitos, principalmente na forma de intimidações. Que nenhum líder use o jargão “Deus me falou” como forma de amedrontar qualquer um que ouse questionar suas ideias. (1Ts 5:21)
  3. Nenhum pastor é inquestionável. Tudo deve ser conferido conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a “patente” de Deus para as suas próprias palavras. Nenhum pastor deve se utilizar do versículo bíblico “não toqueis no meu ungido”, retirando-o do contexto, para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas.  Estamos livres para, com base na Bíblia, questionarmos qualquer palavra que não esteja de acordo com ela. (At. 17:11;  Ez.34:2; 1 Cor.16:22 )
  4. Rejeito a ideia do messianismo político, que afirma que o Brasil só será transformado quando um “justo” (que na linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica) dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade, pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O versículo bíblico “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”, não deve ser interpretado sob os olhares políticos e nem ser utilizado para favorecer candidatos que se arroguem como cristãos. O Reino de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. Que a cruz de Cristo, e não o seu trono seja o centro de nossa pregação. (Jo. 18:36; 1Cor.2:2; Sl.144:15)
  5. Que os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre o rebanho. (Gl.1:10)
  6. Que as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e liberdade do evangelho. Lembro também que tal ato constitui crime eleitoral, violando assim, a lei de Deus e dos homens. (Ez. 13: 19)
  7. Que os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes. Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua liderança. (Gl.2:11)
  8. Nego, veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação com qualquer partido político ou organização que se passe por nossos representantes. (Mt. 22:21)
  9. Repugno veementemente os chamados “showmícios” com artistas evangélicos. Entendo ser uma afronta ao verdadeiro sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de “louvor a Deus” para angariarem votos para seus candidatos. (Ex. 20:7)
  10. Entendo que, a ditadura, inclusive a eclesiástica, é uma castração da cidadania, impede o crescimento da consciência política e infantiliza o crente (Rom.13:1; Pv.29:12).

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O autor

“O pior sentimento é achar que nada vale a pena”.