Quem sou eu

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Nascido em 06 de junho de 1974, tendo um encontro com Cristo aos 15 anos de idade,desde então militando em prol do crescimento do Reino de Deus.Dedicado pai, esposo e amigo, milita no serviço ativo da PMPI desde 1994,onde alcançou a patente de 1º SgtPm,casado com a Sra.Carmiranda, desta união abençoada nasceram-lhes dois filhos Adiel e Abdiel, atualmente envolvido com o trabalho missionário da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado do Piauí e estudante de teologia(Bacharel) .
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Polêmica: Marco Feliciano e os 600 terreiros da religião afro - Você aceita ou não o auxilio do capeta? Se eu repondesse que sim...


Você aceita ou não o auxilio do capeta?


Apesar de discordar da linha de pensamento do Pastor Marco Feliciano no tocante a algumas declarações feitas por ele neste vídeo preciso, cristalinamente e coerentemente me posicionar quanto à indagação do nobre Pastor Carlos Alberto “Você aceita ou não o auxilio do capeta?”.

Entendendo “auxilio” como adminículo, ou seja, no direito é aquilo que contribui para constituir provas, creio ser teologicamente possível o auxilio do capeta para se alcançar propósitos específicos de Deus.

As declarações de Feliciano nesta pregação lapidando os excessos, em minha opinião, nada mais são do que um desabafo para mostrar a inércia de uma igreja sem causa e sem convicções bíblicas e políticas. Estes 600 terreiros de umbanda levantados, digamos que por Deus, senão por Vontade Soberana, mas como permissiva é prova incontestável ou adminículo contra a inércia da Igreja.

Então, quando para operar propósitos específicos de Deus, a minha resposta é SIM.

Justifico a minha resposta e a fundamento em uma analise da leitura feita em I Samuel 16: 14 - 23; 18: 10 - 11; I Reis 22: 19 – 22; Jó 1: 6 -12 e outras passagens, afirmo que tanto anjos bons e anjos maus estão sujeitos ao poder de Deus. O próprio poder de que Satanás dispõe lhe é permitido por Deus.

Ratificando este meu pensamento, destaco o teólogo A. Neves de Mesquita em sua obra Estudos nos Livros de Samuel, quando comenta I Samuel 16: 14 – 23:

“Deus manda tanto nos espíritos bons como nos maus. Nada escapa ao governo divino, e os demônios são usados para perseguir os que estão desviados. O mundo invisível é muito misterioso para nós que só entendemos as coisas de acordo com a vista. Pode-se entender pelo texto que Deus tanto mandou um espírito mau para Saul, como o permitiu. Tanto vale uma coisa como outra. Em Jó capítulo um (1) verso sete (7), Deus dialoga com Satanás a respeito das atividades deste na Terra. Parece estranho, mas não é. Deus tem sob Seu domínio anjos e demônios, como também, tem os homens, e usa-os no Seu governo providencial, do modo que quer.”

Outro teólogo, Adão Clarke comentando sobre I Reis 22: 23 destaca o seguinte:

“Ele permitiu ou tolerou que um espírito mentiroso influenciasse teus profetas. É indispensável novamente lembrar ao leitor que as Escrituras reiteradamente representam a Deus como o autor daquilo que Ele, no desenrolar de Sua providência, apenas permite ou tolera que ocorra. Nada pode ser feito no céu, na terra ou no inferno, que não seja por Sua atividade imediata ou por sua permissão.”

Ora, a Soberania de Deus é de tal forma inquestionável que, como Lutero podemos dizer que o diabo é o diabo de Deus, no sentido de que a autoridade de Deus é exercida sobre todos os seres e coisas e usa a quem desejar para fazer cumprir o seu propósito.

Concluo,utilizando a última parte do comentário de Rodolfo Gomes à Filipe Martins, na postagem partilhada no perfil do ilustre Pastor Carlos Alberto:

"Quando Deus manda até o diabo obedece!.......”.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A VIDA DE UM POLICIAL MILITAR por Sebastião Ferreira de Lima.


Estes dias, uma pessoa me perguntou sobre se eu havia feito algo de futuro, enquanto policial.

Na visão dessa pessoa, isso era uma vida pra lá de ingrata, sem futuro.

Eis minha resposta:

ANTES DE SER POLICIAL CIVIL, EU FUI POLICIAL MILITAR;
ANTES DE SER POLICIAL MILITAR, EU FUI CARTEIRO;
ANTES DE SER CARTEIRO, FUI BOMBEIRO;
ANTES DE SER BOMBEIRO, FUI COBRADOR DE ÔNIBUS;
ANTES DE SER COBRADOR DE ÔNIBUS, FUI FUZILEIRO NAVAL;
E ANTES DE SER FUZILEIRO, FUI PALHAÇO DE CIRCO.
PARALELAMENTE A ESTAS PROFISSÕES, SOU DESENHISTA DE QUADRINHOS E PROGRAMADOR DE JOGOS PARA WEB, ALÉM DE LECIONAR HISTÓRIA QUANDO ESTAVA NA UFRN.

Como desenhista de quadrinhos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um desocupado.

Como programador de jogos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um nerd idiota.

Como palhaço de circo, ouço de alguns, ATÉ HOJE, que aquilo é vida de vagabundo.

Como fuzileiro naval, ouvi de muitos, que fui um BONECO DO ESTADO.

Como cobrador de ônibus, ouvi de muitos, que eu era um ladrão, por não ter, às vezes, moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05, para dar de troco.

Como carteiro, guardo cicatrizes, para o resto de meus dias, de mordidas de cães e de acidentes de trabalho, como atropelamentos, causados pelos "ZECAS" da vida, além de ouvir DE TODAS AS MÃES COM AS QUAIS ME DEPARAVA, que eu era "O HOMEM DO SACO", que iria raptar as criancinhas.

Como bombeiro, NUNCA recebi um "obrigado", ao retirar um gatinho de uma árvore, nem por mergulhar num esgoto, para salvar uma pessoa que foi levada por uma enxurrada. 

Tive que aprender a me ACOSTUMAR com isso, além de começar a compreender como a linha da vida é tênue e a matéria se desfaz por besteira.

Como policial militar, enfrentei O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério.

Como POLICIAL MILITAR, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada;

Como POLICIAL MILITAR, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido;

Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar;

Como POLICIAL MILITAR, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados;

Como POLICIAL MILITAR, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes;

Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico fracassado, AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA;

Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança;

Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei;

Como POLICIAL MILITAR, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço;

Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado;

Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA;

Como POLICIAL MILITAR, fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS;

Como POLICIAL MILITAR, arrisque-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar;

Como POLICIAL MILITAR, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme;

Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas;

Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos "LARANJAS", quando poderia tê-los posto no mesmo barco;

Como POLICIAL MILITAR, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA;

Como POLICIAL MILITAR, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa;

Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular;

Como POLICIAL MILITAR, fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado.

Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido.

Na hora do bônus, ESQUECIDO;

Na hora do ônus, CONVOCADO.

Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar.

E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano.

Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está "DE FORA", que minha opinião NÃO IMPORTA, ou que simplesmente, não existe.

AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO. Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar.
E O FAREI, SEM RECLAMAR NEM RECUAR.

Porque se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.

Texto de Autoria de um Ex-Policial Militar, hoje Escrivão de Policia Civil Sebastião Ferreira de Lima.